terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Farmácias

Eu tenho pouca paciência para as pessoas com quem partilho o Mundo, o que me leva a criticá-las. Isso é uma qualidade necessária para se ser um bom comediante, só que como sou preguiçoso, é carreira que não vou seguir (se bem que eles pouco fazem... Terei que investigar de futuro).

Hoje fui à farmácia e quando lá cheguei fiquei contente porque só haviam duas pessoas e pensei que me ia despachar. Bem, passados 10 minutos ainda estavam as mesmas duas mulheres, exactamente no mesmo sítio e, por consequência, eu também. Entretanto, para minha felicidade, chega um farmacêutico com uma montanha (acreditem, montanha mesmo...) de medicamentos. A parte engraçada foi o facto de ele a ter pousado no balcão e ter dito que ia buscar o resto e voltou lá para as traseiras. Fiquei de boca aberta, e por pouco não entrou uma mosca. Valeu-me ela ter passado à frente dos meus olhos. Posto isto, perdi esperança naquela velhota, e passei a concentrar-me na outra mulher, que estava a escolher uma escova de dentes para a filha (sei a história toda porque as pessoas não sabem falar baixo). Após ter visto um expositor com 7 escovas diferentes, achou que precisava ver mais, e então a farmacêutica que a estava a atender teve de ir buscar outro expositor. Após três expositores, ela lá reduziu o número a três escovas de dentes. A indecisão agora era se devia levar Suave, Média ou Dura, uma vez que a filha até tem os dentes brancos, mas trinca a escova. Olho para o relógio, e já tinham ido mais 10 minutos à vida. Entretanto volta o outro farmacêutico com outra montanha igual de medicamentos (aproveito para reforçar a palavra MONTANHA). A mulher pagou e foi à vida dela. Eis que eu, finalmente, sou atendido, e peço um pacote de toalhitas da Mustela (usam-se muito aqui em casa) que tinha deixado encomendadas de manhã. O farmacêutico vai para as traseiras procurá-las. Enquanto isso, a mulher continua no seu drama a escolher uma escova. Nesta altura já tinha descartado a Dura (estamos a fazer progressos). Diga-se de passagem o excelente trabalho que a farmacêutica que a estava a atender faz a confundi-la... Passados cinco minutos, regressa quem me estava a atender para dizer que as toalhitas não vieram, estavam esgotadas mas que já encomendou de outra marca.

Bem, após 25 minutos ali dentro, voltei a casa sem o que eu tinha encomendado, e ainda por cima, com nova encomenda não aprovada previamente por mim. E a mulher continuava à volta com as escovas. Odeio farmácias.

Para a mulher dos medicamentos: se é assim tão doente, ponha alguém a ir-lhe buscar os medicamentos, ou melhor, faça contrato com a farmácia, e distribuidoras, assim, recebe o carregamento directamente em casa.
Para a mulher das escovas: É SÓ UMA ESCOVA... ESCOLHA UMA À SORTE QUE VAI DAR AO MESMO!

4 comentários:

Mauro Correia disse...

Olha que a escova é algo de muito importante escolher-se bem... então se fôr ortodontica (sei o que digo)é o caraças se não for boa!

Realmente não fosses um sornas ate podias ter futuro na comédia...ehehehheh

Abraço

Red disse...

E tu acreditas mesmo nisso? eu nem por isso. :D

Mauro disse...

Acreditar não acredito, mas devemos sempre incentivar os amigos! :P [[]]

ricardo disse...

se nao tivermos paciencia para as pessoas, é natural que no futuro, as pessoas nao tenham paciencia para ti. tens de começar a ver o reverso da moeda pa.